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terça-feira, setembro 08, 2009

Amor




Segredos sussurados


Palavras que caem


Como gotas de agua


Coroando a superfice


De um lago sereno




Suspiros doces


Do prazer conhecido


O restolhar das folhas


Com o vento estival


Quente e acolhedor




Melodias antigas


Vêm-me à memória


As notas dançam à minha volta


Enquanto fazemos amor


Estendes a mão


Para as agarrar


E com elas


Acaricias a minha boca




Doçura, carinho,


Afagos do teu olhar


Sinfonia completa


E adormeço


Satisfeita


Nos teus braços




Zica C. Cabral 8 de Setembro de 2009


20 Comments:

Blogger Joni said...

Perfeita a fotografia-adorei de ver
as palavras como gotas
abraço Zica

9:56 da manhã  
Blogger Menina Marota said...

E o Amor acontece!

Leve e cintilante como estrela brilhando numa noite clara!Lindo!

Gostei da foto.

Beijinho e grata por aqui partilhares tanta sensibilidade.

3:29 da tarde  
Blogger direitinho said...

Oi Zica
Bons sonhos nesse adormecer com uma musica suave e gostosa.
É bom quando estes pensamentos mexem com o nosso interior tranmitindo serenidade e paz.

9:29 da tarde  
Blogger Vieira Calado said...

Realço o excelente ritmo do poema.

Cumprimentos meus.

6:53 da tarde  
Blogger prafrente said...

Já comentei as tuas palavras sobre "Lnguagem", no post anterior.
A foto que publicaste hoje parece-me ter sido tirada para os lados do Gerês, acertei?

O sonho comanda a vida...

Beijinho

11:02 da tarde  
Blogger Zica Cabral said...

Acertaste sim Zezito. Foram tiradas no ano passado quando fui a Portugal. Depois de ter passado aqueles dias em Lisboa e em Ourém ( souberam a pouco) fui passar uns dias com o meu filho Antonio e fomos passear ao Parque da Peneda/ Gerês. Nem sei se tas cheguei a enviar mas acho que sim. Esta é de uma barragem, na serra da Peneda.......da qual não me lembro o nome mas tenho-o num arquivo. Se clicares na foto, vai aparecer-te aumentada e vê-se melhor.
Beijinhos Zezito
Zica

11:44 da tarde  
Blogger rouxinol de Bernardim said...

Uma estrela fulgurante no céu da blogosfera!

11:10 da manhã  
Blogger Je Vois la Vie en Vert said...

Belas palavras que transmitem muita serenidade !

Beijinhos

Verdinha

10:05 da tarde  
Blogger Miosótis said...

Plena inspiração!
Gostei muito, do que disse e, sobretudo, do que ficou por dizer mas se subentende no ritmo a que nos conduz.
Parabéns!
Deixo um beijo.
Até mais...

12:09 da manhã  
Blogger Vieira Calado said...

Sinfonia completa,

Diz bem!

Beijinho

12:51 da manhã  
Blogger mari (a)penas... said...

Melhor que sentir esse prazer (porque adormecer dessa forma é, e será sempre, um prazer) é conseguir traduzi-lo em palavras e poder gritá-lo ao mundo!

Sublime!

Beijinhos

2:58 da tarde  
Blogger mari (a)penas... said...

Fico grata, muito grata mesmo, pelo seu testemunho e pela força demonstrada.

Antes de lhe ser detectada a doença eu tinha lido o "Diário da nossa paixão" de Nicolas Sparks e pensei "meu Deus, como é possível".

Até de enfermeira a minha avó já me chamou, e sim, quantas e quantas vezes tinhamos que repetir o que quer que fosse... Eu tinha que lhe dizer todas as vezes quem era e quantos anos tinha e de quem era filha.
Ao meu avô (ainda vivo) recusava-se a aceitar que era o marido - sempre que ele saía de casa e voltava a entrar ela achava que era um "rapaz" (como a própria dizia) diferente que só se queria deitar com ela; dizia também que era seu primo (porque era mesmo, primo direito) mas assumia sempre que o marido a tinha deixado haviam muitos anos.

O pior era quando pensava que a estavamos a enganar e ateimava que tinha razão.

No final, quando voltava ao estado de lucidez, tinha aquele sorriso e aquele olhar que não nos permitiam ficar zangados nem magoados. E dava-nos beijinhos e era a avó doce de sempre.

Incrivelmente reconheceu-me naquela última vez que a vi ainda viva. Só não percebi que se estava a despedir...

E fico feliz por nunca ter precisado de ser sujeita a sondas nem a hospitais.

Peço desculpa por este desabafo. Ainda sinto tudo muito fresco, por vezes irreal. Encontrar alguém que sabe o que sinto é, no mínimo, reconfortante.

Que ambas (a minha avó e a sua mãe) descansem em paz e tenham mesmo atingido o tão esperado estado de felicidade que com um corpo não é possível.

Deixo-lhe um beijinho e um abraço muito apertado!

4:12 da tarde  
Blogger prafrente said...

Zica

despertamos sentimentos e soltamos emoções através da escrita.De outro modo seria impossivel.Realidade ou fantasia? Talvez a linha de demarcação seja tao fina que não a consigamos detectar... de médico e de louco todos temos um pouco. O que é preciso é não transformarmos o mundo num imenso manicómio...

Obrigado pelas fotos

beijinho

5:45 da tarde  
Blogger f@ said...

Olá Zica,

A serenidade no doce de suspiro
afaga sempre o olhar…
sentir a música do mel no abraço...

Mto B E L O

!menso beijinho

9:33 da tarde  
Blogger  said...

As notas musicais nos afectos...
muito bom

beijo

9:56 da tarde  
Blogger Menina Marota said...

Olá Zica.
Passei para ler-te... de novo.

Deixo um beijo e que tudo esteja bem contigo
:-)))

5:13 da tarde  
Blogger mfc said...

Um poema para ser lido com os 5 sentidos em alerta...!
Muito bonito.

5:30 da tarde  
Blogger Miosótis said...

Estamos paraditas por aqui?
Falta de tempo?
De inspiração?
Ou apenas aquela doce preguiça que faz o tempo correr?
Fico à espera...
Beijos soprados nos dias que voam

3:02 da tarde  
Blogger Estações da Vida said...

Amiga, por onde andas? Espero que estejas bem. Dá notícias. Beijinhos.

2:32 da manhã  
Blogger Estações da Vida said...

Zica querida, estás bem? Dá notícias, o.k? Beijinhos.

1:15 da manhã  

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