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quarta-feira, outubro 26, 2005


Sonhos


Povoada de sonhos, irrealidades
Pisando um chão feito de luar
Os meus passos flutuam no infinito
Nem paro para pensar
No Amor que me assola
Me toma
Me enche e preenche
Piso nuvens que se desfazem
Vejo-te no céu
No horizonte distante
No ouro avermelhado
Do pôr do Sol
No mar imenso
Na espuma
Da onda que morre
Na minha almofada
Beijo os teus olhos
As tuas mãos que tocam
Meus sentidos
O teu corpo morno
De prazer
Estendo-me a teu lado
E vibro intensamente
Numa ilusão eterna
De ter encontrado
O que há tanto
Tinha perdido



26-10-05
Zica Caldeira Cabral

11 Comments:

Blogger Manel do Montado said...

Havias de ver a minha cara quando li este poema. Não sei porquê mas faz-me lembrar alguém lá atrás na minha juventude e que me escreveu algo parecido. O poema é lindo e homem que tenha uma mulher que o ame assim deveria dar-se por feliz quanto baste.
Ainda tens muito para dar e essa vergonha não deixava...ah!
Querias guardar so para ti? O que é bom é para se ver, lá diz o povo e eu dou-lhe razão.
Keep on my dear!
Looking forward the next poem!
Maneli

11:52 da manhã  
Blogger Manel do Montado said...

Ah! E a fotografia, chiça tá demais!
Bjokas!

11:53 da manhã  
Blogger Furão said...

Uma intensidade só possível em quem sente o que está a escrever. Como não resisto ao politicamente incorrecto comento comentários. Por isso não resisto ao do Manel, e passo a citar: "homem que tenha uma mulher que o ame assim deveria dar-se por feliz quanto baste".

Quanto baste?

q.b.?

Devia era saltar ondas de 3 metros, fogueiras do Santo António, penhascos sobre as nuvens e fronteiras da irrealidade. Devia sair para a rua e rasgar um sorriso de orelha a orelha para todos os que com ele se cruzassem, na tentativa de os contagiar. Por último, devia dar o valor que merece a almofada onde a onda morre.

Bravo, Zica!

Bjs

4:18 da tarde  
Blogger Menina_marota said...

Um poema intenso de Vida ainda por viver e oferecer...

Gostei.

Um abraço carinhoso e bom fim de semana :)

1:40 da tarde  
Anonymous Assunção said...

Deixaste-me quase sem palavras... O sentimento, que emana deste poema, é tão forte que me deixou boquiaberta, sem reacção, de lágrimas nos olhos, a recordar o que há tanto já perdi!

2:09 da tarde  
Blogger badger said...

Pois é... este poema só me fez lembrar uma pessoa, ou melhor duas, Eu e a minha «Texuguinha»! Sonhamos sempre muito... a diferença é que não mais vamos estar juntos e pensar que era algo que tinhamos perdido mas não...
mas a vida um dia irá sorrir-me... agora vou esperar!!!

5:29 da tarde  
Blogger Henrique Santos said...

Bem, que dizer dos três blogs... este está à medida da tua sensibilidade reflectida nesta forma de comunicação, foto e palavras, adorei... Que prenda hein!? Obrigada, Ricky

7:06 da tarde  
Blogger Luis Villas said...

Um poema bastante intenso, que finalmente deu à luz.
Bem vindo!
Bom fim de semana.

9:24 da tarde  
Blogger Micas said...

Arrebatador. Palavras intensas. Adorei este poema pleno de paixão. Beijinho

12:06 da manhã  
Blogger Flávia said...

Um poema assim, não consigo comentar. Qualquer coisa que eu vá escrever parece-me besteira. É tão lindo e de uma leveza...
É isso, tenho dito.
Beijoks

12:21 da manhã  
Blogger TMara said...

talvez não seja ilusão qnd se sente assim. bj doce

9:28 da manhã  

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